Gutto Design |

Aug/10

26

Evolução das garrafas da Coca Cola

Não somente a marca, mas os produtos também precisam que seja feita a releitura de seu design para se materem atuais.

Anos das garrafas da esquerda para a direita, 1899 – 1900 – 1915 – 1916 – 1957 – 1986

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Jun/10

9

Pessoas precisam de comunicação, não de propaganda

No  final do século XIX,  as pessoas precisavam comprar máquina de costura, um utensílio muito necessário nas vidas de nossas “avós”. Esses produtos não necessitavam de propaganda para serem vendidos, pois atendiam necessidades básicas das famílias  e o que era produzido era vendido. Nessa mesma época surgiu um elixir  “cura tudo” chamado Coca-Cola, em Atlanta, Estados Unidos. Os gestores logo perceberam que vendiam algo a mais  do que um simples produto. Vendiam uma imagem. As pessoas pediram para que eles parassem de posicionar  a marca como um remédio, pois queriam consumir a bebida mesmo não estando doentes. Queriam que esse produto fizesse parte do  seu dia a dia.

Surgiu então a ideia do “delicioso e refrescante”. Para comunicar esse estilo de vida, dirigido aos jovens modernos, a empresa começou a direcionar 25% de seus lucros para a divulgação da sua marca. Nascia, assim, a comunicação como conhecemos no século XX, com grandes campanhas na TV, no rádio e em revistas – a mídia de massa em que as empresas divulgam a mensagem  para os consumidores em sentido único, sem ser uma via de duas mãos.

Mas, no século XXI, o ambiente mercadológico mudou e as empresas precisam se atualizar. Temos uma maior complexidade das relações comerciais; abundância de ofertas e concorrentes; mídias cada vez mais fragmentadas e, principalmente, um novo olhar dos consumidores sobre as marcas. As pessoas estão procurando  por marcas que compartilhem os mesmos valores. Escolhemos os produtos que vamos usar, como se estivéssemos escolhendo os amigos com quem gostamos de dividir  nossos melhores momentos. E nós gostamos de conversar com nossos amigos, expor nossos pontos de vista e sermos ouvidos.

A tradicional mídia de massa passa a ser chamada de propaganda de interrupção:  interrompe nossos programas de TV, nossas músicas no rádio, nossos artigos nas revistas etc. Podemos afirmar que essa propaganda tradicional está jurada de morte, pois as pessoas  não gostam e não aceitam conversas de mão única e a própria indústria publicitária que não se atualizou, repete fórmulas do passado, que levam ao descrédito dessas ferramentas.

As principais consequências desse movimento é que a mídia tradicional, que trabalha na mão única, perde espaço para a web, onde a comunicação é mais parecida com uma boa conversa ente amigos, do que um discurso de vendas. As pessoas estão ouvindo mais seus amigos, retornando a uma cultura de boca a boca que existia antes da comunicação de massa. O melhor vendedor de um produto/marca é o nosso amigo ou pessoas em quem confiamos. O consumidor passa a ser o veículo de mídia e não apenas um observador dela.

A reação da indústria é ser mais “intrusa”,  o primeiro passo para desacreditar ainda mais a propaganda. Fruto desta intromissão é o crescimento do Product Placement (o merchandising no Brasil): editoriais, conteúdo dos programas de TV, filmes, eventos. E quando se une o conteúdo com a propaganda gera-se mais um passo para desacreditar na propaganda. Reação do consumidor: maior afastamento em função da interferência comercial no conteúdo do seu entretenimento. Mais interrupção, mas apenas disfarçada.

Os profissionais de marketing criados nos antigos modelos se sentem inseguros para trabalhar as novas mídias: redes sociais, blogs e microblogs, marketing viral (o boca a boca turbinado por esteróides que é a internet).

Não é necessário ter medo, pois independente de se utilizar a mídia tradicional ou as novas mídias, as marcas precisam manter um foco fundamental: estabelecer relações verdadeiras com os consumidores. Não existe mais espaço para as falsas promessas feitas para vender  o produto a qualquer custo.

Muitas empresas cometem erros ao subestimar a inteligência dos consumidores, evitando o diálogo que eles tanto querem. Este é um caminho sem volta para as empresas que querem construir marcas fortes através da comunicação. Afinal, as pessoas precisam de comunicação, não de propaganda.

Fonte: HSM

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May/10

5

Evolução da logomarca Pepsi x Coca-Cola

Quando se fala em mudar a logomarca de uma empresa, sempre tem uma certa resistência por parte dos empresários, mas ao contrário do que a maioria pensa, essa alteração se bem trabalhada é bem vinda e ajuda na comunicação da empresa com os clientes, pois uma marca atual “conversa” melhor com o cliente, facilitando assim a venda do produto/serviço e aceitação da marca junto ao consumidor.

Aqui segue um bom exemplo de duas grandes empresas mundiais no ramo de bebidas e as modificações que sofreram durante o passar dos anos.

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Apr/10

25

O poder de um logotipo

A criação de um logotipo é sem dúvida uma das mais importantes e valorizadas áreas do design.
O desenvolvimento de uma boa imagem que represente a marca de uma organização ou empresa pode se tornar um elemento poderoso para atrair clientes e com o tempo se torna um ativo intangível, ou seja, vale dinheiro.
Se você ama design de logotipos tanto quanto eu, então estou certo de que irá desfrutar deste assunto.

Até onde a força de uma marca pode chegar?
Falando de alguns exemplos radicais, em abril de 2009, a marca Google foi avaliada em US$ 86 bilhões, de acordo com uma análise feita pela consultoria americana Millward Brown, especialista em análise e de marcas.
Outra marca bilionária é a Coca-cola – que durante muito tempo foi considerada a marca mais valiosa do mundo, e que, segundo a mesma pesquisa, hoje está em quarto lugar, valendo US$ 58,2 bilhões. Entre as dez mais também se encontram: a General Electric, em segundo, com valor de US$ 71,4 bilhões; na terceira colocação aparece a Microsoft, com valor de marca na casa dos US$ 70 bilhões; a China Mobile (5º lugar, US$ 57,2 bilhões), IBM (6º lugar US$ 55,3 bilhões), Apple (7º lugar 55,2 bilhões), McDonald’s (8º lugar US$ 49,5 bilhões), Nokia (9º lugar, 44 bilhões) e Marlboro (10º lugar US$ 37,3 bilhões).
Em muitos destes casos o valor apenas da marca vale mais que os ativos fixos das empresas.
De forma geral, a precificação do valor da marca se deve a imagem que estas companhias projetam no imaginário das pessoas, como modernidade e vanguarda. Por muitas vezes, esta projeção é tamanha que chega a superar o próprio produto ou serviço que ela representa.

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A todo momento nossa atenção é disputada por várias mensagens (por meio de palavras e/ou imagens). Com isso as empresas e organizações se deram conta que é necessário ter uma imagem forte e que passe valores para as pessoas, destacando-se em meio a um mercado competitivo e globalizado.
Um desenvolvimento gráfico bem planejado pode agregar valor a um produto ou serviço oferecido pela empresa, gerando diferencial competitivo.
A saturação do mercado exige também uma atenção especial das empresas, que tem que identificar o fato que leva o consumidor a decidir por um determinado produto e não outro.
O design gráfico tem a capacidade de influenciar o estabelecimento de uma sociedade melhor na medida em que desenvolve soluções e cria ambientes mais adequados às pessoas, tornando a comunicação mais fluída e facilitada, onde o bom uso da criatividade e de conhecimento técnico de um projeto atrai a atenção e aguça o desejo do consumidor, gerando percepção e relacionamento positivo com a empresa e a marca.
Por fim, é interessante destacar a capacidade do design gráfico em gerar diferencial competitivo a uma empresa ou produto no mercado. Tom Peters afirma “Design é a diferença. Em um mundo cheio de coisas que se parecem com as outras, e que fazem as mesmas coisas que as outras, o design é uma forma de se destacar”.

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